Ver um animal em liberdade, seja uma ave a levantar voo, um veado na orla do bosque ou um golfinho ao longe, é um dos momentos mais especiais de uma viagem. Mas esses encontros dependem de nós. Se fizermos barulho ou nos aproximarmos demasiado, o animal foge, ou fica assustado. Com paciência e respeito, a experiência é melhor para quem vê e para quem é visto.
Chegar devagar e em silêncio
Escolha as horas mais calmas. Muitos animais estão mais ativos ao amanhecer e ao entardecer, quando há menos gente. Caminhe devagar, fale baixo e evite movimentos bruscos. Use roupas de cores discretas e calçado que não faça barulho. Se possível, leve binóculos, que permitem ver de longe sem se aproximar. Uma pequena pausa, parado num sítio, muitas vezes traz mais do que uma longa caminhada.
Mantenha sempre a distância. Nunca tente tocar, alimentar ou perseguir um animal, por mais simpático que pareça. A comida das pessoas faz mal aos animais e habitua-os a aproximarem-se, o que pode ser perigoso para eles e para nós. Se o animal olhar diretamente para si ou mudar de comportamento, afaste-se com calma. Nunca fique entre uma mãe e as crias, e respeite os ninhos e as tocas.
Fique nos caminhos marcados e siga as indicações do local. Assim, protege as plantas e os abrigos de pequenos animais. Se levar um cão, mantenha-o preso e perto de si, ou deixe-o em casa. Não use flash nem faça sons para atrair os animais. Leve todo o lixo consigo e não deixe nada para trás. Com as crianças, explique com antecedência as regras e mostre como se observa em silêncio.
Tenha cuidado normal em ambientes naturais, sobretudo à beira da água, em rochas ou em terrenos irregulares. Não corra riscos para conseguir uma fotografia melhor. A melhor recordação é um momento tranquilo, sem pressa e sem perturbar. Se não vir nada, aproveite o passeio, o ar e os sons da natureza. Às vezes, o animal aparece quando já desistimos de esperar, e é aí que a experiência se torna inesquecível.